- CEO da Kalshi defende mercado Khamenei
- Plataforma reembolsa taxas após controvérsia
- CFTC pode revisar contratos ligados à morte
O CEO da Kalshi, Tarek Mansour, saiu em defesa da plataforma após críticas envolvendo um contrato de previsões relacionado ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em ataques conjuntos atribuídos aos Estados Unidos e a Israel na madrugada de sábado. O caso gerou forte reação no mercado e entre autoridades regulatórias.
O contrato, intitulado “Ali Khamenei fora do cargo de Líder Supremo?”, estava ativo desde 9 de janeiro e movimentou mais de US$ 50 milhões. Apenas no sábado, o volume negociado teria superado US$ 20 milhões, refletindo a intensa atividade após as primeiras notícias sobre a morte.
Em publicação na rede X, Mansour afirmou: “Não listamos mercados diretamente ligados à morte”. Ele acrescentou: “Quando existem mercados em que os resultados potenciais envolvem a morte, criamos regras para impedir que as pessoas lucrem com a morte.”
On Khamenei:
We don’t list markets directly tied to death. When there are markets where potential outcomes involve death, we design the rules to prevent people from profiting from death. That is what we did here.
I know some of you disagree and prefer that we list these…
— Tarek Mansour (@mansourtarek_) March 1, 2026
Segundo os termos registrados na CFTC, caso Khamenei falecesse, as posições seriam liquidadas pelo último preço negociado antes de sua morte, em vez de um pagamento binário “Sim”. De acordo com Mansour, esse valor foi fixado às 1h14 da manhã (horário do leste dos EUA). Investidores que abriram posições após o falecimento receberão reembolso integral das taxas e valores aplicados.
A liquidação enfrentou obstáculos operacionais. As negociações foram suspensas por volta das 14h59 e os contratos encerrados oficialmente às 22h06 do mesmo dia. Durante o processo, a empresa publicou dois esclarecimentos e reconheceu que a redação anterior estava “gramaticalmente ambígua”.
A diferença entre “último preço negociado (antes da morte)” e “último preço negociado antes da confirmação da notícia da morte” tornou-se ponto central da controvérsia. O intervalo entre o evento e sua confirmação pública envolveu horas de negociação intensa.
Parte das críticas também mirou a divulgação feita pela Kalshi. Em meio à circulação das notícias, a plataforma publicou: “ÚLTIMA HORA: As probabilidades de Ali Khamenei estar fora do cargo de Líder Supremo dispararam para 68%.” A mensagem foi republicada por Mansour. Amanda Fischer, ex-chefe de gabinete da SEC e atualmente ligada à Better Markets, classificou o post como “praticamente uma oferta de mercado indireto para o assassinato”.
Mansour argumenta que o mercado tinha relevância geopolítica e econômica, destacando que mudanças de liderança podem ocorrer por diversos fatores e impactar contratos financeiros globais.














