- ZachXBT investiga uso de informações privilegiadas na Axiom
- Funcionários teriam acessado dados de carteiras de usuários
- Axiom remove acessos e apura possível irregularidade
O investigador on-chain ZachXBT divulgou um relatório apontando possíveis irregularidades envolvendo a plataforma de negociação de criptomoedas Axiom. A apuração sugere que funcionários teriam utilizado ferramentas internas para acessar dados sensíveis de carteiras de usuários.
1/ Meet @WheresBroox (Broox Bauer), one of the multiple @AxiomExchange employees allegedly abusing the lack of access controls for internal tools to lookup sensitive user details to insider trade by tracking private wallet activity since early 2025. pic.twitter.com/KwICQMJL1q
— ZachXBT (@zachxbt) February 26, 2026
A investigação surgiu após dias de especulação, iniciada quando o analista indicou que trabalhava em um caso relacionado ao uso de informações privilegiadas. Segundo ele, a análise foi conduzida de forma independente após o recebimento de denúncias sobre possíveis práticas inadequadas dentro da empresa.
Fundada em 2024 e apoiada pela Y Combinator, a Axiom registrou crescimento acelerado no setor, acumulando mais de US$ 390 milhões em receita, conforme dados citados no relatório.
Entre as alegações, um funcionário sênior identificado como “Broox”, baseado em Nova York, teria usado ferramentas de suporte ao cliente para rastrear carteiras vinculadas a usuários. Em registros mencionados na investigação, ele afirmou conseguir localizar qualquer conta por meio de código de indicação, endereço ou identificação do usuário, realizando buscas graduais para evitar suspeitas.
O relatório também indica que capturas de tela do painel interno teriam sido compartilhadas, revelando vínculos entre endereços de carteiras e traders específicos. De acordo com ZachXBT, algumas pessoas cujos dados apareceram nas imagens confirmaram de forma independente a precisão das informações atribuídas a elas.
Outro ponto levantado envolve discussões internas sobre o possível uso desses dados para obter vantagens em negociações. A investigação cita um plano que poderia gerar até US$ 200 mil em lucros com base em acesso privilegiado. O analista afirmou ter identificado carteiras associadas ao funcionário, embora ressalte que a confirmação de operações específicas exigiria acesso aos registros internos da empresa.
Em resposta, a Axiom declarou: “Estamos surpresos e desapontados ao saber que alguém da nossa equipe fez uso indevido de ferramentas internas de suporte ao cliente para acessar carteiras de usuários”. A empresa acrescentou:
“Removemos o acesso a essas ferramentas e continuaremos investigando e responsabilizando os infratores”.
A companhia também afirmou: “Isso não nos representa como equipe; sempre tentamos priorizar o usuário” e informou que divulgará atualizações em seus canais oficiais à medida que a apuração avançar.
O caso ganhou repercussão adicional no mercado de previsões da Polymarket, onde um contrato sobre qual empresa seria exposta por uso de informação privilegiada movimentou cerca de US$ 27,6 milhões antes da divulgação. Dados on-chain também apontaram operações especulativas ligadas à expectativa sobre o resultado da investigação.












