- American Bitcoin registra prejuízo contábil em 2025
- Reservas ultrapassam 6.000 BTC após expansão
- Mineração e compras impulsionam estratégia de acumulação
A mineradora American Bitcoin, associada à família do atual presidente dos EUA, Donald Trump, reportou um prejuízo líquido de US$ 153,2 milhões em 2025. O resultado foi impactado principalmente por ajustes contábeis relacionados à variação do preço do Bitcoin, mesmo com o avanço da receita e o crescimento das reservas da empresa.
De acordo com o relatório anual, a perda foi impulsionada por um impacto não monetário de US$ 227,1 milhões decorrente da marcação a valor justo das reservas de Bitcoin. Esse tipo de ajuste reflete as oscilações de mercado no balanço, sem representar necessariamente uma saída de caixa.
Apesar do resultado negativo, a companhia gerou US$ 185,2 milhões em receita em seu primeiro ano como empresa pública independente. O desempenho foi sustentado pelo aumento da produção após a expansão e otimização de sua estrutura de mineração.
A estratégia central da American Bitcoin tem sido a acumulação agressiva do ativo. A empresa encerrou 2025 com 5.401 BTC em seu balanço e informou que o volume já ultrapassou 6.000 BTC após o fechamento do ano. Segundo Eric Trump, cofundador e diretor de estratégia, o objetivo desde o lançamento, em março de 2025, é construir uma posição relevante em larga escala.
“Ao final do ano, tínhamos 5.401 BTC em nosso balanço patrimonial, e esse número cresceu desde então para mais de 6.000 BTC”,
afirmou.
Parte desse crescimento veio da própria operação. Entre o início do segundo trimestre e o fim de 2025, a empresa minerou 1.654 BTC, sendo 783 BTC apenas no quarto trimestre. Aproximadamente um terço das reservas totais foi gerado por mineração, enquanto o restante foi adquirido por meio de compras estratégicas no mercado.
No quarto trimestre, a receita atingiu US$ 78,3 milhões, alta de 22% em relação ao período anterior. No acumulado do ano, a empresa registrou margem bruta próxima de 50%, o que, segundo a companhia, permitiu acumular Bitcoin com custo inferior ao preço à vista.
A operação conta com cerca de 25 exahashes por segundo de capacidade instalada, distribuídos em aproximadamente 78 mil equipamentos ASIC, com eficiência média de 16,3 joules por terahash. A infraestrutura é operada em parceria com a Hut 8, que fornece suporte de alta densidade para os equipamentos.
Além da expansão operacional, a empresa reduziu despesas administrativas para 9% da receita no quarto trimestre, ante 13% no período anterior. O CEO Mike Ho afirmou que o foco segue na execução disciplinada, com otimização da frota e implantação adicional de capacidade sempre que os retornos justificarem, priorizando o aumento das reservas de Bitcoin e a flexibilidade financeira.












