- Rússia quer punir mercado cinza de criptomoedas
- Fraudes impulsionam novas regras para criptos
- Pagamentos internacionais em criptomoedas ganham apoio
O banco central da Rússia estuda aplicar penalidades a transações com criptomoedas realizadas fora do ambiente regulado, em resposta ao crescimento de fraudes e ao aumento do chamado mercado paralelo. A proposta foi apresentada durante um fórum sobre segurança financeira digital e já está em discussão com o governo.
Russia is stepping up its fight against unauthorized crypto activities, unveiling draft penalties for illegal use while policymakers push to speed up digital asset legalization.
Lawmakers are now facing major pressure from two sides. pic.twitter.com/MiFm5Fk4lb
— Cryptopolitan (@CPOfficialtx) February 19, 2026
A governadora do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiullina, afirmou que a falta de controle sobre operações informais tem facilitado golpes e prejuízos aos usuários. Segundo ela:
“Os fraudadores estão se aproveitando do mercado paralelo”
e destacou que
“Uma solução sistêmica é, obviamente, a regulamentação das criptomoedas com a introdução de responsabilidade para transações fora do segmento regulamentado.”
Dados divulgados pela imprensa estatal indicam que mais de 1.800 cidadãos procuraram autoridades nos últimos três meses após terem contas bancárias congeladas. Em muitos casos, os bloqueios ocorreram porque os recursos recebidos estavam ligados a fluxos considerados suspeitos ou associados a esquemas fraudulentos.
O problema tem afetado principalmente pessoas que vendem criptomoedas e recebem transferências que acabam sendo classificadas como de alto risco pelos bancos. Uma vez incluídos em bases de monitoramento, esses usuários enfrentam dificuldades para restabelecer seus serviços financeiros.
Enquanto endurece a supervisão do mercado doméstico, o país também discute ampliar o uso de criptomoedas em operações internacionais. Durante o mesmo evento, VTB Bank, o segundo maior banco do país, defendeu a legalização acelerada de pagamentos com ativos digitais, especialmente para empresas exportadoras que buscam alternativas aos sistemas tradicionais.
A instituição, que já sinalizou planos para oferecer negociação de criptomoedas por meio de contas de corretagem, aguarda a definição do novo marco regulatório para avançar com os serviços.
O movimento regulatório ganhou força após autoridades econômicas reconhecerem a necessidade de mecanismos alternativos para liquidações externas. Em outubro, o Ministério das Finanças e o banco central concordaram em permitir pagamentos em criptomoedas no comércio exterior, uma medida voltada a contornar restrições financeiras impostas por países ocidentais.
Agora, o governo pretende substituir o atual regime experimental por uma legislação abrangente que trate de negociação, investimento e licenciamento de empresas do setor. O plano também prevê reconhecer criptomoedas e stablecoins como ativos monetários dentro da estrutura financeira nacional.
Parlamentares e reguladores pressionam por rapidez na aprovação das regras, com expectativa de que o novo marco seja implementado até o verão. Analistas do setor avaliam ainda que, após a criação de um sistema de licenças locais, o acesso a corretoras estrangeiras poderá ser restringido, priorizando plataformas autorizadas dentro do país.













