- Autoridades recuperam 320 BTC roubados por hacker
- Bloqueio em corretoras forçou devolução dos bitcoins
- País revisa segurança de criptomoedas apreendidas
Promotores da Coreia do Sul recuperaram cerca de US$ 21,4 milhões em bitcoin que haviam sido desviados de ativos sob custódia do governo no ano passado. A devolução ocorreu após medidas que dificultaram a movimentação e a liquidação dos fundos pelo responsável pelo ataque.
Os valores, equivalentes a 320,8 BTC, foram transferidos de volta para uma carteira controlada pelas autoridades na última terça-feira. A identidade do hacker, no entanto, ainda não foi identificada, e as investigações continuam em andamento.
O caso teve origem em uma falha operacional dentro da Procuradoria do Distrito de Gwangju. Os bitcoins haviam sido apreendidos anteriormente em uma investigação relacionada a uma plataforma de jogos de azar. Uma apuração interna revelou que os ativos foram comprometidos em agosto, depois que investigadores acessaram um site de phishing e inseriram as frases de recuperação da carteira.
Após identificar o desvio, os promotores trabalharam para bloquear qualquer tentativa de conversão dos fundos em corretoras centralizadas. A restrição reduziu as opções do invasor para movimentar ou vender os bitcoins, o que teria levado à devolução voluntária dos ativos.
Depois da recuperação, os valores foram transferidos para uma exchange local, onde permanecerão armazenados sob medidas adicionais de segurança enquanto as autoridades seguem tentando rastrear o responsável pelo ataque.
O episódio desencadeou uma revisão mais ampla sobre a gestão de criptomoedas apreendidas por órgãos de investigação no país. Auditorias recentes apontaram outras falhas no controle desses ativos digitais.
Um dos casos envolve a Delegacia de Polícia de Gangnam, em Seul, que perdeu o controle de 22 BTC mantidos em uma carteira fria desde 2021. A situação levantou questionamentos sobre os protocolos de armazenamento e monitoramento adotados por diferentes unidades.
A Agência de Polícia Provincial de Gyeonggi Bukbu confirmou a abertura de uma investigação interna para esclarecer as circunstâncias do incidente e verificar a possibilidade de falhas humanas ou envolvimento interno.
O aumento do volume de criptomoedas sob custódia governamental tem exigido processos mais rigorosos de segurança operacional. Com apreensões cada vez mais frequentes em operações contra crimes financeiros, as autoridades sul-coreanas buscam reforçar controles técnicos e treinamentos para evitar novos vazamentos ou perdas.














