- Regulamentação de caixas de criptomoedas na Virgínia
- Limites e verificação contra golpes com criptomoedas
- Proteção ao consumidor em quiosques de criptos
A Virgínia está prestes a estabelecer novas regras para o funcionamento de caixas eletrônicos de criptomoedas em todo o estado. O projeto de lei já recebeu aprovação tanto no Senado quanto na Câmara estaduais e agora aguarda a sanção do governador.
Caso seja transformada em lei, a proposta criará obrigações específicas para operadores desses quiosques, com foco na proteção do consumidor e no combate a golpes envolvendo criptomoedas.
A iniciativa foi apresentada pela deputada estadual Michelle Maldonado, que associou a medida ao aumento de fraudes registradas na região. Ela citou casos recentes, incluindo o de um morador do sudoeste da Virgínia que perdeu cerca de US$ 15.000 após utilizar uma dessas máquinas, além de outro episódio no Condado de Fairfax.
Segundo a parlamentar, o formato dos quiosques contribui para a confusão dos usuários. Ela afirmou que as máquinas se assemelham a caixas eletrônicos bancários tradicionais, o que pode induzir moradores a interpretá-las como equipamentos comuns para saque de dinheiro.
Na prática, explicou Maldonado, o usuário precisa depositar recursos para comprar criptomoedas, que posteriormente são negociadas em exchanges nacionais ou internacionais. Em diversos casos, as vítimas foram convencidas a enviar valores sob justificativas falsas, como quitação de dívidas de familiares, supostos problemas legais ou golpes românticos.
“O problema com as criptomoedas é que, uma vez que entram na exchange, que está no ambiente blockchain, não há como rastreá-las. Não há como recuperá-las”, disse Maldonado.
O texto prevê que os operadores registrem suas atividades, paguem taxas de licenciamento e limitem as tarifas cobradas pelas transações. Também estabelece limites diários e mensais de movimentação, período de bloqueio de 48 horas para novos usuários e mecanismos que permitam reembolso quando houver suspeita de fraude.
A verificação de identidade para todas as transações e a obrigatoriedade de avisos claros sobre riscos também estão entre as exigências.
O movimento da Virgínia acompanha uma tendência nacional. Em 2025, ao menos 14 estados aprovaram leis voltadas à regulamentação de caixas de criptomoedas, elevando para 17 o total de estados com normas específicas sobre o tema.
O tenente Eric Calendine, investigador de fraudes do Gabinete do Xerife do Condado de Beaufort, na Carolina do Sul, afirmou que muitos casos investigados envolvem golpes relacionados a convocação de júri, suporte técnico, relacionamentos e falsos agentes públicos. Ele destacou que os valores enviados frequentemente acabam em países que não cooperam com autoridades americanas, dificultando a recuperação dos recursos.
Com as novas regras, a Virgínia busca criar barreiras adicionais contra fraudes e estruturar um ambiente mais controlado para o uso de caixas de criptomoedas no estado.












