- Fundos monetários tokenizados usados como garantia em criptomoedas
- Custódia regulamentada reduz risco para investidores institucionais
- Tokenização on-chain integra finanças tradicionais e cripto
A Franklin Templeton e a Binance anunciaram uma iniciativa voltada a investidores institucionais que buscam mais eficiência no uso de capital ao negociar criptomoedas. A proposta permite que cotas tokenizadas de fundos do mercado monetário sejam utilizadas como garantia em operações dentro da corretora.
Binance and Franklin Templeton deepen their partnership with a new institutional collateral program.
Eligible institutions can now use Franklin Templeton’s tokenized money market fund shares as off-exchange collateral to trade on Binance.
1- Assets stay in regulated custody
2-… pic.twitter.com/OUPYEsew4e— Cas Abbé (@cas_abbe) February 11, 2026
Esses ativos são emitidos por meio da plataforma Benji, da Franklin Templeton, e permanecem sob custódia regulamentada fora do ambiente da exchange. Mesmo assim, podem ser reconhecidos como colateral para operações de negociação na Binance, conectando o mercado tradicional à infraestrutura cripto.
Na prática, os clientes não precisam transferir dinheiro ou criptos diretamente para a corretora. Em vez disso, depositam as cotas tokenizadas dos fundos como garantia, enquanto a Binance espelha o valor correspondente dentro de seu sistema de trading.
Esse modelo foi estruturado para responder a preocupações institucionais que ganharam força após colapsos anteriores de corretoras. A separação entre custódia e negociação busca reduzir o risco de contraparte e oferecer uma camada adicional de proteção operacional.
Outro ponto relevante é que os ativos utilizados como garantia continuam gerando rendimento enquanto estão alocados. Isso pode aumentar a eficiência do capital em comparação a saldos parados em contas de negociação, algo que costuma pesar na estratégia de grandes gestores.
A custódia e a liquidação dessa engrenagem ficam sob responsabilidade da Ceffu, parceira institucional da Binance. A empresa mantém as cotas tokenizadas sob custódia regulamentada, permitindo que sejam integradas ao fluxo de garantias para operações com criptomoedas.
O movimento acompanha uma tendência mais ampla entre gestoras e bancos de adaptar produtos tradicionais de caixa e liquidez ao ambiente de tokenização on-chain. Em vez de criar fundos totalmente nativos de cripto, essas instituições vêm modernizando estruturas já conhecidas do mercado financeiro.
A própria Franklin Templeton já vinha ajustando seus fundos monetários para operar com sistemas baseados em blockchain. Algumas dessas estruturas também foram pensadas para atender exigências relacionadas a reservas de stablecoins nos Estados Unidos.
No campo regulatório, o ambiente também mostra sinais de adaptação. O comissário da SEC, Mark Uyeda, declarou que a agência deve evitar criar “obstáculos desnecessários” à medida que a tokenização sai do campo teórico e ganha aplicação prática nos mercados financeiros.














