- BlackRock envia Bitcoin e Ethereum para Coinbase
- Investidores acompanham fluxo de ETFs e liquidez
- Movimentações sugerem possíveis ajustes ou hedge institucional
Grandes volumes de Bitcoin e Ethereum associados à gestora BlackRock foram transferidos para a Coinbase Prime nos últimos dias, elevando o nervosismo entre os participantes do mercado. As transações somam cerca de US$ 460 milhões e reacenderam discussões sobre vendas institucionais em um momento de instabilidade.
Os dados de blockchain apontam para dois lotes significativos: aproximadamente US$ 170 milhões em criptoativos na primeira transação e outros US$ 291 milhões posteriormente. Apesar de a movimentação para corretoras não indicar obrigatoriamente uma venda, esse tipo de sinal costuma ser interpretado como possível demanda de liquidez, operações de hedge ou resgates institucionais.
BlackRock just deposited another 2,268 $BTC($155.94M) and 45,324 $ETH($91.77M) to Coinbase Prime.https://t.co/qmuDIrPHc6 pic.twitter.com/DU0gU5vjBi
— Lookonchain (@lookonchain) February 9, 2026
As transferências ocorreram em meio à liquidação de posições alavancadas e vencimentos de contratos de opções de criptoativos, estimados em cerca de US$ 2,5 bilhões. O Bitcoin chegou a tocar a faixa dos US$ 60 mil durante a correção, mas se recuperou nos dias seguintes.
Mesmo com a recuperação parcial, o sentimento segue instável. O impacto das operações institucionais sobre os fluxos de ETFs e a liquidez diária se tornou ainda mais relevante para os preços, num momento em que grandes volumes movimentados por fundos influenciam diretamente o comportamento de curto prazo dos ativos.
Arthur Hayes, cofundador da BitMEX, sugeriu nas redes sociais que parte da pressão de venda recente estaria ligada ao hedge do ETF spot de Bitcoin da BlackRock, o IBIT. Embora a afirmação careça de confirmação por dados públicos, ela reflete a crescente discussão sobre o papel da infraestrutura de ETFs e das corretoras na amplificação da volatilidade.
Nos próximos dias, os analistas estarão atentos a três fatores principais: novos fluxos on-chain relacionados a fundos, operações de criação e resgate nos ETFs e sinais de pressão vendedora nos livros de ordens das exchanges. A resposta do mercado a essas movimentações será observada de perto por traders e gestores que acompanham o ritmo dos fluxos institucionais em um ambiente de apetite por risco ainda cauteloso.












