- Paralisação parcial do governo atinge serviços federais
- Votação na Câmara está prevista para segunda-feira
- Financiamento do DHS segue pendente no acordo
O governo dos Estados Unidos entrou em paralisação parcial na madrugada de sábado, após a expiração das verbas de financiamento para vários departamentos federais. Embora o Senado tenha aprovado um pacote emergencial por 71 votos a 29, a Câmara dos Representantes só deve votar o acordo na segunda-feira, o que prolonga a interrupção dos serviços.
O pacote inclui cinco projetos de lei e uma medida provisória que estende por duas semanas os recursos de funcionamento do governo. No entanto, deixou de fora o financiamento completo do Departamento de Segurança Interna (DHS), cuja situação será revisada posteriormente. A ausência de um acordo integral para o DHS se deve a impasses políticos relacionados à fiscalização de imigração, especialmente no estado de Minnesota.
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio ao projeto por meio de publicação no Truth Social, encorajando os legisladores a aprovarem a medida. O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou em teleconferência com colegas republicanos que também apoia o pacote, o que abre caminho para uma possível aprovação já no início da semana.
Com o fim do prazo legal, os Departamentos de Estado, Defesa, Saúde, Trabalho, Educação, Transporte, Habitação e outros setores foram diretamente impactados. Em memorando enviado às agências, o diretor do Escritório de Administração e Orçamento, Russell Vought, determinou que os servidores compareçam normalmente para realizar procedimentos de paralisação.
O avanço no Senado enfrentou resistência de membros republicanos. O senador Lindsey Graham bloqueou temporariamente a tramitação do pacote até que fossem consideradas suas exigências, entre elas, a votação de um projeto contra políticas de cidades-santuário e uma emenda que impõe obrigação legal de notificação a senadores caso seus registros telefônicos sejam acessados em investigações.
Na semana anterior, a Câmara aprovou uma emenda que revoga o direito dos senadores processarem o governo em até US$ 500 mil em caso de violação de privacidade durante eventos como a onda de frio conhecida como Arctic Frost. Graham criticou a medida e atribuiu responsabilidade direta ao presidente da Câmara.
A expectativa é de que, com a sessão marcada para segunda-feira, o governo possa retomar rapidamente suas atividades caso o acordo seja aprovado e sancionado ainda no início da semana.














