- OFAC mira corretoras cripto ligadas a sanções do Irã
- Plataformas do Reino Unido entram na lista de sanções
- Fiscalização de criptomoedas ganha alcance internacional
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos intensificou a fiscalização sobre o uso de criptomoedas em redes ligadas a países sancionados. A medida mais recente incluiu duas corretoras registradas no Reino Unido na lista de sanções, sob acusação de ajudarem o Irã a contornar restrições econômicas impostas por Washington.
A ação foi conduzida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, o OFAC, que apontou as plataformas Zedcex e Zedxion como facilitadoras de fluxos financeiros associados a entidades ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. A decisão amplia o alcance das sanções ao mirar empresas inteiras do setor de criptomoedas, e não apenas carteiras digitais específicas.
De acordo com o Tesouro, a Zedcex teria movimentado mais de US$ 94 bilhões em transações desde agosto de 2022. Parte desses valores estaria relacionada a redes investigadas por conexão com a IRGC. Análises em blockchain também teriam identificado mais de US$ 389 milhões circulando por endereços vinculados ao caso.
O OFAC incluiu na lista de sanções sete endereços na rede Tron, usados para direcionar esses recursos. Com isso, cidadãos e empresas dos EUA ficam proibidos de manter qualquer tipo de relação com as corretoras envolvidas, e ativos sob jurisdição americana ligados a elas passam a ser bloqueados.
As autoridades também relacionaram as corretoras a Babak Zanjani, financista iraniano conhecido por acusações de desvio de receitas do petróleo. Segundo o governo americano, ele teria voltado a atuar como peça central em estruturas destinadas a movimentar recursos fora do sistema bancário tradicional, utilizando infraestrutura de criptomoedas.
Além das empresas, sete cidadãos iranianos foram adicionados à lista de sanções. Entre eles estariam indivíduos ligados a setores de segurança e inteligência, apontados como participantes de esquemas de lavagem de dinheiro e de apoio a ações repressivas internas.
A medida marca uma mudança na forma como o governo dos EUA lida com o setor de criptomoedas em contextos de sanções internacionais. Ao atingir corretoras registradas fora do território americano, o Tesouro reforça que plataformas estrangeiras também podem enfrentar consequências severas caso sejam associadas a atividades que violem restrições econômicas globais.












