- Fairshake arrecada US$ 193 milhões para eleições dos EUA
- Ripple, Coinbase e a16z lideram apoio político cripto
- Legislação de criptomoedas pode ficar para depois de 2026
Empresas de destaque do setor de criptomoedas estão reforçando sua presença no cenário político dos Estados Unidos por meio de contribuições milionárias ao comitê de ação política Fairshake. O grupo e suas entidades afiliadas acumularam US$ 193 milhões até o fim de 2024, mirando as votações sobre ativos digitais no Congresso e as eleições de meio de mandato de 2026.
Pro-crypto super PAC Fairshake said it holds more than $193 million in the bank ahead of this year’s midterm elections as it seeks to bolster industry allies running for Congress — and defeat legislative foes. https://t.co/t9bgMg73KU
— Bloomberg Government (@BGOV) January 28, 2026
A estrutura inclui a Fairshake e dois comitês associados: Protect Progress, voltado a candidatos democratas, e Defend American Jobs, que apoia republicanos. A organização afirma que o modelo permite atuar de forma bipartidária, apoiando políticos que defendam uma abordagem mais favorável às criptomoedas e à inovação em blockchain.
Entre os principais financiadores está a Ripple, que destinou US$ 25 milhões no segundo semestre de 2024. A Andreessen Horowitz, por meio da a16z crypto, contribuiu com US$ 24 milhões, enquanto a Coinbase também repassou US$ 25 milhões no início do ano. Esses valores ajudaram a impulsionar a arrecadação total a um patamar próximo ao observado durante todo o ciclo eleitoral anterior.
Dados oficiais mostram que o Fairshake gastou cerca de US$ 195 milhões no ciclo de 2024, apoiando candidatos considerados alinhados ao setor de criptomoedas. Parte desse período coincidiu com o avanço de propostas iniciais no Congresso para estabelecer diretrizes regulatórias para stablecoins, tema que continua em debate em diferentes comissões do Senado.
O novo ciclo eleitoral, porém, apresenta desafios adicionais. Um projeto mais amplo de legislação para ativos digitais ainda está em negociação, mas divergências políticas têm atrasado seu andamento. Analistas apontam que o foco crescente nas eleições de 2026 pode adiar decisões mais abrangentes sobre regras para criptomoedas.
Outras empresas do setor também ampliaram sua atuação política. Entidades ligadas à Gemini e à Crypto.com divulgaram uma doação conjunta de US$ 21 milhões a um super PAC pró-Trump. Os cofundadores da Gemini, Cameron e Tyler Winklevoss, fizeram doações separadas em Bitcoin para o PAC Digital Freedom Fund. A corretora Kraken, por sua vez, direcionou US$ 2 milhões para iniciativas políticas associadas ao setor.
A Fairshake informou ainda ter investido mais de US$ 2 milhões em eleições especiais para a Câmara dos Representantes no início de 2025. Paralelamente, análises de mercado indicam que uma estrutura regulatória abrangente para criptomoedas nos EUA pode ficar para depois de 2026, com possível aprovação apenas a partir de 2027 e implementação completa em anos seguintes.













