- Coinbase cria conselho sobre computação quântica e blockchain
- Riscos quânticos ao Bitcoin entram no debate setorial
- Tokenização amplia acesso global a ações e títulos
A Coinbase anunciou a criação de um Conselho Consultivo Independente sobre Computação Quântica e Blockchain, com o objetivo de analisar riscos de longo prazo que avanços quânticos podem representar para o Bitcoin, o Ethereum e outras blockchains amplamente utilizadas no mercado de criptomoedas.
🚨 Coinbase Establishes Independent Advisory Board on Quantum Computing and Blockchain 🚨
Coinbase is taking quantum seriously. Are you? pic.twitter.com/wqgv8i4MX7
— Project Eleven (@qdayclock) January 22, 2026
A iniciativa busca antecipar possíveis impactos sobre os padrões criptográficos atuais, especialmente aqueles baseados em criptografia de curva elíptica. Embora esses sistemas sejam considerados seguros com a tecnologia disponível hoje, pesquisadores avaliam que computadores quânticos suficientemente avançados poderiam, no futuro, reduzir essa proteção.
De acordo com a corretora, o novo conselho terá atuação independente e reunirá especialistas reconhecidos em criptografia, computação quântica e pesquisa em blockchain. Entre os integrantes estão Scott Aaronson, Dan Boneh, Justin Drake, Sreeram Kannan, Yehuda Lindell e Dahlia Malkhi, nomes associados a estudos acadêmicos e aplicações práticas em segurança digital.
O grupo deverá publicar documentos de posicionamento destinados a desenvolvedores, instituições e usuários de criptomoedas. A primeira avaliação de risco relacionada à resiliência quântica das blockchains está prevista para o início do próximo ano, delineando possíveis caminhos técnicos para mitigar ameaças futuras.
A Coinbase ressaltou que computadores quânticos capazes de comprometer a criptografia usada por redes como Bitcoin e Ethereum ainda não existem em escala prática. Mesmo assim, a empresa avalia que a preparação antecipada é essencial, já que mudanças estruturais em protocolos de blockchain exigem planejamento de longo prazo e coordenação entre diferentes participantes do ecossistema.
Paralelamente, a corretora divulgou um documento de política pública defendendo a tokenização como ferramenta para ampliar o acesso global aos mercados de capitais. Segundo o material, barreiras regulatórias e geográficas continuam limitando o investimento em ações e títulos para grande parte da população mundial.
O texto aponta que mais da metade dos adultos nos Estados Unidos investe em ativos tradicionais, enquanto a participação cai para menos de 10% em economias como China e Índia. Essa assimetria, segundo a Coinbase, está ligada ao local de nascimento e não necessariamente à capacidade financeira ou ao talento dos investidores.
O CEO da empresa, Brian Armstrong, argumentou que a tokenização baseada em blockchain pode reduzir esse viés doméstico, permitindo que ações e títulos sejam acessados de forma mais direta em escala global. A proposta reforça a estratégia da Coinbase de combinar avanços tecnológicos em segurança com iniciativas voltadas à ampliação do acesso ao capital por meio das blockchains.













