- Bitcoin apreendido some após ataque de phishing interno
- Falha em segurança expõe criptomoedas sob custódia judicial
- Coreia do Sul investiga perda milionária em Bitcoin
As autoridades da Coreia do Sul abriram uma investigação após a constatação de uma perda estimada em cerca de US$ 48 milhões em Bitcoin, envolvendo ativos apreendidos em processos criminais. O caso veio à tona durante uma inspeção de rotina conduzida pelo Ministério Público no distrito de Gwangju, chamando atenção para fragilidades operacionais na custódia de criptomoedas sob responsabilidade estatal.
De acordo com informações preliminares, a Procuradoria do Distrito de Gwangju identificou que uma quantidade expressiva de Bitcoin, avaliada em dezenas de bilhões de won, não estava mais disponível nos endereços vinculados às apreensões. Os ativos faziam parte de provas recolhidas em investigações anteriores e deveriam permanecer sob guarda até a conclusão dos processos judiciais.
As apurações internas indicam que a perda pode estar relacionada a um ataque de phishing. Durante a inspeção, foi levantada a suspeita de que houve interação com um site fraudulento, o que teria comprometido dados sensíveis. Um dos pontos mais críticos identificados foi o armazenamento de senhas de carteiras de Bitcoin em dispositivos móveis, prática que ampliou a exposição a riscos de segurança.
How ridiculous! 🇰🇷The South Korean government's confiscated Bitcoin has gone missing?
The Gwangju District Prosecutor's Office in South Korea recently discovered that the confiscated Bitcoin was missing during an inventory of seized assets. The private keys for these Bitcoins… pic.twitter.com/1aXEGTkYvN
— PiNetwork DEX⚡️阿龙 (@fen_leng) January 22, 2026
Esse método de gerenciamento levantou alertas dentro do próprio Ministério Público, já que dispositivos pessoais ou pouco protegidos tendem a ser alvos mais fáceis de golpes digitais. A ausência de sistemas mais robustos de custódia e de múltiplas camadas de verificação aparece como um fator relevante para o ocorrido, segundo fontes próximas à investigação.
Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes técnicos sobre como os bitcoins foram movimentados ou se há possibilidade concreta de recuperação dos valores. A investigação interna segue em andamento, com foco em rastrear as transações e identificar possíveis falhas humanas ou procedimentais que facilitaram o ataque.
O episódio reacende o debate sobre como órgãos públicos lidam com criptomoedas apreendidas. À medida que casos envolvendo Bitcoin e outras criptos se tornam mais frequentes no sistema judicial, cresce também a necessidade de protocolos de segurança compatíveis com o volume financeiro e a complexidade desses ativos digitais.














