- Fraude com criptomoedas resulta em prisão nos EUA
- Lavagem de dinheiro usando criptos sem licença
- Justiça dos EUA reforça combate a crimes cripto
Um morador de Utah foi sentenciado a três anos de prisão por envolvimento em um esquema de fraude financeira e por operar, sem autorização legal, um serviço de conversão de dinheiro em criptomoedas. O caso chama atenção pelo volume movimentado e pela conexão com atividades criminosas, segundo autoridades federais dos Estados Unidos.
Brian Garry Sewell, de 54 anos, recebeu pena de 36 meses de prisão, além de igual período de liberdade condicional, após admitir culpa em acusações de fraude eletrônica. De acordo com os promotores, as ações do réu causaram prejuízos superiores a US$ 2,9 milhões a investidores que confiaram em suas promessas de retornos elevados.
Paralelamente, Sewell também se declarou culpado em um processo separado por comandar um negócio de transferência de dinheiro sem licença. Nessa operação, ele converteu mais de US$ 5,4 milhões em dinheiro vivo em criptomoedas para clientes terceirizados, incluindo indivíduos ligados a fraudes e tráfico de drogas, conforme detalhado pelas autoridades.
O Gabinete do Procurador dos Estados Unidos para o Distrito de Utah informou que as penas serão cumpridas de forma simultânea, totalizando três anos de reclusão. Além disso, a juíza federal Ann Marie McIff Allen determinou o pagamento de US$ 3.822.909 em restituição, valor destinado a investidores prejudicados, instituições financeiras e ao Departamento de Segurança Interna dos EUA.
Segundo os investigadores, o esquema de fraude de investimentos ocorreu entre dezembro de 2017 e abril de 2024. Nesse período, Sewell teria obtido recursos em dinheiro e criptomoedas de pelo menos 17 investidores, apresentando informações falsas sobre sua experiência profissional, formação acadêmica e capacidade de gerar ganhos consistentes.
“Sewell aproveitou-se de suas vítimas mentindo sobre sua experiência e prometendo retornos que não podia cumprir, deixando indivíduos e famílias para arcar com as consequências de seu engano”,
disse o agente especial encarregado Robert Bohls, do FBI de Salt Lake City, em comunicado.
Entre março e setembro de 2020, Sewell também operou a Rockwell Capital Management como uma empresa não licenciada de conversão de dinheiro em criptomoedas. Ele cobrava taxas por transação e ignorava exigências federais relacionadas a registro e políticas de combate à lavagem de dinheiro.
O caso surge em um contexto de crescimento expressivo do crime envolvendo criptomoedas. Dados recentes indicam que endereços ilícitos receberam valores recordes em 2025, reforçando a atenção das autoridades para esquemas que utilizam criptos como meio de ocultar recursos e facilitar atividades ilegais.












