- CME lança futuros de Cardano, Chainlink e Stellar
- Contratos padrão e micro ampliam acesso institucional
- Derivativos de criptomoedas avançam rumo à negociação contínua
O CME Group anunciou planos para expandir sua oferta de derivativos de criptomoedas regulamentados com o lançamento de contratos futuros vinculados a Cardano, Chainlink e Stellar. O início das negociações está previsto para 9 de fevereiro, ampliando a presença dessas redes em um dos maiores mercados de derivativos do mundo.
Cada novo produto será disponibilizado em contratos padrão e microcontratos. Essa estrutura permite que investidores escolham entre exposições maiores ou posições reduzidas, com menor exigência de capital, estratégia que tem sido adotada pela CME para atrair diferentes perfis institucionais e gestores de risco.
As adições se juntam ao portfólio já existente de derivativos de criptos da bolsa, que inclui contratos futuros e opções de bitcoin, ether, XRP e solana. Com isso, a CME reforça sua proposta de oferecer um ambiente regulamentado para exposição a um conjunto mais amplo de ativos digitais.
A expansão ocorre em um momento de desaceleração nos volumes de derivativos de criptomoedas. Após atingir recordes históricos ao longo de 2025, a atividade perdeu fôlego no fim do ano. Em dezembro, os contratos futuros de Bitcoin registraram o mês mais fraco do período, enquanto Ethereum e Solana apresentaram quedas mensais consecutivas desde outubro, refletindo uma liquidação mais ampla do mercado naquele intervalo.
Mesmo com esse arrefecimento de curto prazo, a CME mantém uma visão positiva sobre a demanda estrutural.
“Os clientes procuram produtos confiáveis e regulamentados para gerenciar o risco de preço”,
disse Giovanni Vicioso, chefe global de produtos de criptomoedas do CME Group, acrescentando que os novos contratos buscam ampliar o acesso à medida que os mercados de criptomoedas amadurecem.
Além da inclusão de novos tokens, a CME tem destacado os ativos digitais como parte central de sua estratégia de longo prazo para a estrutura de mercado. A bolsa vem tratando os derivativos de criptomoedas como um campo de testes para inovações mais amplas, incluindo ajustes nos tamanhos de contrato e mudanças operacionais.
Um dos pontos mais relevantes dessa estratégia é a intenção de migrar os futuros e opções de criptomoedas para um modelo de negociação contínua, descrito como “sempre ativo”. A CME indicou que essa transição pode ocorrer a partir de 2026, acompanhando a necessidade de gerenciamento de risco 24 horas por dia em mercados globais que não interrompem suas operações.
Executivos da companhia têm reiterado que as criptomoedas representam o ponto de partida mais natural para esse tipo de evolução, dada a natureza ininterrupta desses mercados e a crescente participação institucional no segmento.












