- Controle dos EUA sobre petróleo venezuelano indefinido
- Navios‑tanque da “frota fantasma” foram abordados
- Expectativa de produção petrolífera venezuelana aumentar
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou a estratégia americana de assumir controle prolongado sobre as exportações de petróleo da Venezuela. Segundo o plano, os lucros das vendas serão mantidos em contas sob custódia do Tesouro americano.
Chris Wright, secretário de Energia, afirmou que a primeira fase do plano consiste em liberar o petróleo bruto que está armazenado na Venezuela, acumulado durante o bloqueio imposto pelos EUA. Em seguida, toda a produção futura do país também será comercializada sob supervisão americana.
“Vamos comercializar o petróleo bruto proveniente da Venezuela – primeiro esse petróleo estocado e, depois, indefinidamente, venderemos toda a produção venezuelana”, declarou Wright durante um evento do setor energético em Miami.
Paralelamente, o governo norte-americano intensificou ações de monitoramento no Atlântico. Em publicação oficial, a Casa Branca confirmou que a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois navios-tanque da chamada “Frota Fantasma” em águas internacionais próximas ao Caribe. “VOCÊ PODE CORRER, MAS NÃO PODE SE ESCONDER. 🔥”, diz a mensagem, revelando que ambas as embarcações estavam atracadas na Venezuela ou a caminho do país.
YOU CAN RUN, BUT YOU CAN'T HIDE 🔥
In predawn operations this morning, the U.S. Coast Guard boarded two "Ghost Fleet" Tankers in the North Atlantic Sea and in international waters near the Caribbean. Both vessels were either last docked in Venezuela or en route to it. pic.twitter.com/4ftu01lqIg
— The White House (@WhiteHouse) January 7, 2026
A movimentação reforça o cerco a operações que tentam burlar as sanções econômicas e reafirma o compromisso dos EUA com o bloqueio às rotas alternativas de escoamento de petróleo venezuelano.
O presidente Trump anunciou que até 50 milhões de barris poderão ser vendidos pelos Estados Unidos, com valor estimado em US$ 2,8 bilhões. A justificativa oficial é proteger os recursos de possíveis ações de credores, garantindo que os fundos sejam futuramente revertidos em benefício do povo venezuelano.
Dentro do plano de recuperação da indústria petrolífera do país, empresas como Chevron, ExxonMobil e ConocoPhillips estão sendo pressionadas a participar da reconstrução da infraestrutura venezuelana, que enfrenta sérios danos após anos de negligência e nacionalizações.
A Chevron segue operando no país com aval de uma licença especial. Já Exxon e ConocoPhillips deixaram a Venezuela após a expropriação de seus ativos durante o governo de Hugo Chávez.
A expectativa do Departamento de Energia é que, com os incentivos certos, a produção possa crescer em centenas de milhares de barris por dia. No entanto, analistas apontam que um retorno ao auge da indústria exigirá investimentos bilionários e um ambiente político estável, o que ainda está longe de se concretizar.














