- Kontigo reembolsa usuários após ataque hacker em stablecoins
- Fintech de stablecoins age rápido e cobre perdas integrais
- Crescimento da Kontigo segue apesar de falha de segurança
A fintech Kontigo, especializada em serviços financeiros baseados em stablecoins, confirmou que concluiu o reembolso integral de 1.005 usuários afetados por uma falha de segurança recente. O valor total devolvido chegou a US$ 340.905 em stablecoins, segundo comunicado divulgado em 6 de janeiro, um dia após a empresa tornar público o incidente.
Com foco na América Latina, a Kontigo afirmou que identificou rapidamente o problema e priorizou a proteção dos clientes. A resposta ágil buscou reduzir impactos operacionais e preservar a confiança dos usuários em um momento de forte crescimento da plataforma, que vem ampliando sua presença em mercados emergentes por meio de soluções financeiras digitais.
O episódio ganhou maior repercussão após o cofundador e CEO da Kontigo, Jesus A. Castillo, revelar que sua própria conta foi comprometida durante o ataque. Ao tratar o caso de forma direta, o executivo classificou a invasão como um ataque não apenas aos clientes, mas também à liderança da empresa, reforçando o compromisso com a responsabilização dos envolvidos.
Em uma publicação na rede social X, Castillo afirmou que a empresa assumiu total responsabilidade pelo ocorrido e adotou medidas imediatas para conter a situação. Na mensagem, ele declarou:
“Aos hackers: já sabemos quem vocês são, vocês não ficarão impunes”.
Em seguida, acrescentou:
“A Kontigo representa uma alternativa de estabilidade e progresso financeiro para milhões de pessoas, e continuará sendo.”
O incidente ocorre poucas semanas após a fintech anunciar uma rodada seed de US$ 20 milhões, liderada pela FoundersX Ventures. O aporte foi apresentado como um passo estratégico para acelerar o desenvolvimento de produtos e consolidar a proposta de criar o que Castillo descreveu anteriormente como “o banco do futuro”, com base em infraestrutura de stablecoins.
No início de dezembro, o CEO também havia divulgado a aquisição de um imóvel avaliado em US$ 23 milhões no Vale do Silício, destinado a servir como sede da empresa. Na ocasião, mencionou a meta de “aumentar a receita anual de US$ 30 milhões para US$ 100 milhões nos próximos 60 dias”, destacando a ambição da startup.
Fundada há menos de um ano, a Kontigo conta com apoio da Y Combinator e afirma ter alcançado uma receita anualizada de US$ 30 milhões, além de mais de US$ 1 bilhão em volume de pagamentos processados. A base de usuários já ultrapassa 1 milhão de contas ativas, operadas por uma equipe enxuta de sete profissionais.
Apesar do avanço acelerado, a empresa também enfrentou questionamentos recentes relacionados a acesso bancário e conformidade. Castillo negou irregularidades, atribuindo problemas a intermediários financeiros e afirmando que a “narrativa dos estornos é ficção”, enquanto a Kontigo segue ajustando sua estrutura operacional.












