- Estados Unidos assumem governança interina na Venezuela
- Trump promete transição política sob supervisão americana
- Petróleo e economia venezuelana entram em plano de reestruturação
O governo dos Estados Unidos anunciou que passará a exercer controle temporário sobre a Venezuela após uma operação militar de grande escala que resultou na prisão de Nicolás Maduro. O comunicado foi feito pelo atual presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma coletiva de imprensa realizada em Mar-a-Lago, na Flórida.
Nicolas Maduro on board the USS Iwo Jima. pic.twitter.com/omF2UpDJhA
— The White House (@WhiteHouse) January 3, 2026
Segundo Trump, a decisão tem como objetivo estabilizar o país sul-americano e conduzir uma transição política considerada segura e sustentável. O presidente afirmou que os Estados Unidos permanecerão no comando “até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa”, destacando que não haverá espaço para a permanência de integrantes do antigo regime na estrutura de poder interina.
Não foi apresentado um cronograma oficial para o encerramento da presença americana. De acordo com Trump, a devolução do controle aos venezuelanos dependerá exclusivamente da avaliação das autoridades dos EUA sobre as condições políticas, institucionais e de segurança no país. A proposta, segundo ele, busca evitar a repetição de ciclos de instabilidade que marcaram os últimos anos da Venezuela.
No campo econômico, o presidente anunciou que grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos atuarão diretamente no território venezuelano para recuperar o que classificou como “infraestrutura gravemente danificada”. A expectativa é restaurar a capacidade produtiva do setor de energia, gerar fluxo de caixa e criar bases financeiras para a reconstrução do país.
Sobre a futura liderança política, Trump indicou que nenhuma decisão foi tomada até o momento. Ele não declarou apoio formal à opositora María Corina Machado nem ao candidato Edmundo González, afirmando que diferentes cenários estão sendo analisados para definir a estrutura política que assumirá o país após o período de transição.
O presidente também confirmou que as forças armadas americanas seguem em estado de alerta máximo. Segundo ele, um “segundo ataque, muito maior”, está preparado como forma de dissuasão contra qualquer tentativa de resistência interna ou interferência externa que coloque em risco o processo em andamento.
De acordo com autoridades americanas, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados da Venezuela por via aérea e transferidos para o USS Iwo Jima, com destino a Nova York. Ambos deverão responder a acusações de narcoterrorismo e porte ilegal de armas, com comparecimento ao tribunal federal em Manhattan previsto para 5 de janeiro.
A reação internacional foi dividida. A Organização das Nações Unidas, além de Rússia e China, condenou a ação, classificando-a como violação da soberania nacional. Em sentido oposto, o presidente da Argentina, Javier Milei, elogiou publicamente a iniciativa, descrevendo-a como um passo firme contra regimes autoritários na região.
O anúncio marca uma intensificação significativa do envolvimento dos Estados Unidos na Venezuela, com impactos políticos e econômicos que devem se estender para além das fronteiras do país.














