- Cofundador da Jupiter questiona recompra de JUP
- Receita do protocolo pode focar crescimento de usuários
- Comunidade Solana se divide sobre valor do token
O cofundador da Jupiter Exchange, Siong Ong, levou à comunidade da Solana uma discussão sobre a real eficácia do programa de recompra do token JUP. A iniciativa partiu do executivo, e não da plataforma em si, ao questionar publicamente se a estratégia continua sendo a melhor forma de utilização da receita do protocolo.
A provocação ocorreu após a divulgação de que mais de US$ 70 milhões foram destinados à recompra de JUP ao longo do último ano. Segundo Ong, apesar do volume significativo de recursos alocados, o preço do token não apresentou uma reação proporcional, o que levantou dúvidas sobre o retorno prático dessa política para o ecossistema.
“Gastamos mais de 70 milhões em recompra de ações no ano passado e, obviamente, o preço não se alterou muito. Podemos usar esses 70 milhões para oferecer incentivos de crescimento a usuários novos e antigos. Deveríamos fazer isso?”, escreveu o cofundador ao abrir o debate com a comunidade.
Desde fevereiro do ano passado, a Jupiter vinha direcionando metade da receita do protocolo para recompras de JUP, com bloqueio dos tokens por um período de três anos. A medida foi inicialmente vista como um sinal de alinhamento entre o sucesso da plataforma e o desempenho do token, mas passou a ser reavaliada diante das atuais condições de mercado.
Para reforçar seu ponto, Ong citou declarações de Amir Haleem, CEO e cofundador da Helium e da Nova Labs. Haleem afirmou que sua equipe decidiu abandonar programas de recompra, avaliando que os mercados demonstraram pouca sensibilidade a esse tipo de iniciativa no cenário atual.
“Vamos direcionar todos os nossos recursos para esses esforços até que o moral melhore, e os créditos de dados continuarão sendo utilizados para todas as operações de descarregamento de dados, como sempre. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, afirmou o executivo.
A manifestação de Ong dividiu opiniões dentro da comunidade Solana. Parte dos usuários defendeu a manutenção das recompras, argumentando que, combinadas com crescimento consistente da receita, elas tendem a reduzir a oferta de tokens em circulação ao longo do tempo. Outros criticaram a proposta, alegando que o abandono da política poderia enfraquecer a percepção de valor do JUP.
“As pessoas compraram JUP porque as recompras estavam alinhadas com o sucesso do protocolo. Jupiter está indo bem, o token está indo bem. Sem recompras, ele se torna uma memecoin com o logo JUP que pode custar 0 mesmo que Jupiter arrecade bilhões, e isso é uma grande bobagem”, escreveu um participante da comunidade.
Ong rejeitou a ideia de que a discussão represente um enfraquecimento do projeto e destacou que o JUP corresponde à maior parte de seu patrimônio. Ele também se posicionou contra modelos baseados em recompensas passivas, avaliando que esse tipo de incentivo pouco contribui para a adoção da plataforma.














