- Stablecoins lastreadas em ouro crescem em 2025
- Ouro tokenizado concentra mercado em dois tokens
- Tokenização atrai demanda institucional por ouro
As stablecoins lastreadas em ouro registraram uma forte expansão ao longo de 2025 e já se aproximam de uma capitalização de mercado de US$ 4 bilhões. O avanço representa quase uma triplicação em relação ao início do ano, impulsionado principalmente pela expansão da oferta de um token dominante, que passou à frente de seu principal concorrente e assumiu a liderança do segmento.
Atualmente, dois tokens concentram cerca de 90% de todo o ouro tokenizado disponível no mercado. Ambos oferecem aos investidores direitos fracionários sobre barras físicas armazenadas em cofres especializados, permitindo exposição direta ao preço do ouro por meio de infraestruturas baseadas em blockchain. Esse modelo tem atraído tanto usuários de criptomoedas quanto investidores tradicionais interessados em alternativas digitais ligadas a ativos reais.
O crescimento das stablecoins lastreadas em ouro ocorreu em paralelo à valorização expressiva do metal precioso em 2025. O movimento tem sido associado a fatores como incerteza macroeconômica, tensões geopolíticas persistentes e demanda consistente por ouro por parte de bancos centrais ao redor do mundo. Nesse contexto, a tokenização surge como uma ponte entre o mercado físico e o digital.
A expansão da oferta do token líder foi determinante para a mudança no equilíbrio do mercado. Ao longo do ano, a emissora ampliou significativamente a quantidade de ouro tokenizado em circulação, o que resultou em maior liquidez e presença em plataformas de negociação de criptomoedas. Com isso, o token ultrapassou seu concorrente direto e passou a responder por aproximadamente metade do valor total do segmento.
Um dos efeitos mais relevantes desse crescimento foi a consolidação de uma grande emissora de stablecoins como uma das maiores detentoras de ouro não soberanas do mundo. As reservas acumuladas pela empresa já se aproximam das mantidas por bancos centrais de menor porte, evidenciando a escala alcançada por iniciativas privadas no mercado de commodities tokenizadas.
Esse cenário reflete um interesse crescente, tanto institucional quanto de varejo, por ativos digitais lastreados em commodities tradicionais. Além da correlação direta com o preço do ouro físico, esses tokens oferecem características como liquidez contínua, transferências internacionais mais simples e maior transparência na verificação de reservas.
Com o mercado de ouro mantendo relevância estratégica em 2025, as stablecoins lastreadas no metal consolidam-se como uma das principais vertentes da tokenização de ativos reais, ampliando o papel das criptomoedas em estruturas financeiras ligadas a reservas físicas e instrumentos de proteção de valor.














