- TVL do DeFi sobe e retoma força no mercado
- Hyperliquid domina volumes nas DEXs perpétuas
- Stablecoins alimentam liquidez de AAVE e Uniswap
O setor de DeFi volta a registrar crescimento consistente após meses de retração. O TVL, indicador que mede o capital alocado em protocolos descentralizados, recuperou fôlego e se aproxima de US$ 140 bilhões, depois de ter recuado para níveis perto de US$ 115 bilhões. Embora ainda distante do pico recente próximo de US$ 170 bilhões, o avanço mostra que a atividade voltou a ganhar intensidade dentro do ecossistema de criptomoedas.
Aave is the only DeFi Protocol with $10B+ TVL after the correction, excluding LST/LRT protocols.
They have spent years building their liquidity and track record, which are moats that can’t be easily replicated. pic.twitter.com/jg6UojHZAB
— Tom Wan (@tomwanhh) December 9, 2025
Mesmo com uma capitalização global na casa dos trilhões de dólares, o DeFi representa uma parcela modesta desse valor total, reforçando que a maior parte do capital permanece concentrada em ativos como o BTC. Ainda assim, a retomada ocorre de maneira visível no setor de derivativos e em mercados à vista, especialmente nas corretoras descentralizadas.
As DEXs perpétuas movimentam centenas de bilhões de dólares por trimestre, segundo levantamentos recentes, e algumas estimativas já trabalham com a marca entre um e dois trilhões de dólares. A Hyperliquid e um conjunto reduzido de concorrentes lideram esse movimento, registrando volumes superiores aos de várias corretoras centralizadas menores. No mercado spot, a atividade também permanece elevada, com volumes diários na casa dos bilhões distribuídos entre diversas blockchains.
A expansão do TVL acompanha o comportamento das stablecoins, cuja capitalização flutua na casa das centenas de bilhões e constitui a base operacional de mercados de empréstimo, estratégias de reestruturação e negociações de base. Protocolos de grande relevância, como AAVE, Uniswap e PancakeSwap, continuam a concentrar a maior parte dessa liquidez.
Plataformas de derivativos mais consolidadas absorvem fatias crescentes do capital disponível, enquanto protocolos menores perdem espaço. O mesmo ocorre com índices de DeFi, que apresentam variações amplas e tendência de reversão à média. Esses produtos permanecem abaixo dos níveis de 2021, mesmo com BTC e ETH negociados próximos de suas máximas históricas.
O ambiente geral segue marcado por cautela. Ataques cibernéticos, falhas de segurança e avanços regulatórios ainda influenciam o comportamento dos investidores. A adoção institucional, no entanto, cresce com iniciativas de crédito on-chain, tokenização de ativos do mundo real e fluxos associados a ETFs.
Órgãos reguladores dos EUA e da Europa passaram a enquadrar o DeFi dentro da intermediação financeira não bancária. Essa abordagem reforça sua presença estrutural no mercado, embora não elimine os riscos inerentes ao setor.













