A União Europeia incluiu a HTX, uma das principais exchanges de criptomoedas, em seu novo pacote de sanções contra a Rússia. A partir de 23 de agosto de 2026, empresas e cidadãos do bloco não poderão realizar transações diretas ou indiretas com a plataforma.
A decisão integra o 21º pacote de sanções da UE, aprovado em 23 de julho. A medida amplia as restrições contra empresas consideradas capazes de facilitar operações financeiras relacionadas a pessoas e organizações russas sancionadas.
No documento europeu, a HTX aparece registrada como “HTX (HUOBI GLOBAL SA)”. A identificação chama atenção porque a própria exchange havia afirmado anteriormente que a Huobi Global SA era uma entidade separada da HTX.
A proibição não representa um congelamento completo dos ativos da plataforma. Usuários elegíveis da União Europeia, do Espaço Econômico Europeu e da Suíça poderão solicitar autorização para retirar seus fundos ou fechar suas contas.
Esse procedimento, porém, deverá ser realizado dentro de três meses após o início da restrição. Depois desse período, as limitações impostas pela União Europeia passam a ter maior impacto sobre as operações envolvendo a HTX.
Além da HTX, o pacote europeu incluiu outras plataformas de criptomoedas. Entre elas estão EXMO, Rapira, BitPapa, Aifory Pro, WhiteBird, NoOnecrypto e Exnode.
A decisão também ocorre depois que o Reino Unido aplicou sanções contra a Huobi Global SA em maio. As autoridades britânicas alegaram ter motivos para suspeitar que a empresa havia fornecido serviços financeiros ou recursos à A7 Limited Liability Company, ligada a pagamentos internacionais russos.
Na época, a HTX declarou que a conformidade regulatória era uma "prioridade absoluta" e afirmou seguir as regras das jurisdições onde opera.
Dois dias antes da decisão europeia, a TRM Labs apontou movimentações de carteiras relacionadas à HTX em redes como TRON, Ethereum, BNB Smart Chain e Solana.
Segundo a empresa, endereços eram alternados e desativados rapidamente, dificultando mecanismos baseados em listas fixas de sanções. A HTX rejeitou essa interpretação e classificou as movimentações como "operações rotineiras da plataforma, orientadas à segurança e comuns em todo o setor".
O novo pacote europeu adicionou 218 indivíduos e entidades à lista de sanções. Também ampliou as restrições envolvendo bancos, plataformas de criptomoedas, comerciantes de petróleo e empresas relacionadas à rede A7.
A UE criou ainda um mecanismo para restringir operações com provedores de serviços de criptomoedas sediados em países que tenham "sistemática e persistentemente" falhado em impedir o contorno das sanções. Até agora, nenhum país foi incluído nessa relação.

