O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o cessar-fogo entre Washington e Teerã chegou ao fim, após uma nova escalada de confrontos militares durante a madrugada.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa ao lado do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante a cúpula da aliança realizada em Ancara, na Turquia. Questionado por um jornalista, Trump respondeu de forma direta: “Acho que acabou”.
Em seguida, reforçou o posicionamento ao dizer: “Não quero mais lidar com eles… para mim, acabou”. O presidente também indicou que, embora houvesse interesse inicial em negociar um acordo de paz, o diálogo com o governo iraniano passou a ser visto como improdutivo.
As declarações surgem em meio a acusações mútuas de violação do cessar-fogo firmado no mês anterior. A tensão aumentou após ataques recentes envolvendo embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Em resposta, forças armadas dos Estados Unidos realizaram uma série de ofensivas contra alvos iranianos. Segundo o Comando Central, mais de 80 estruturas foram atingidas, incluindo sistemas de defesa aérea e instalações ligadas a mísseis antinavio.
O comunicado também destacou a destruição de dezenas de embarcações associadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, com o objetivo de reduzir a capacidade de ataque contra o comércio marítimo internacional.
“O ataques dos EUA são uma resposta aos ataques iranianos contra três navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A agressão demonstrada pelo Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo.”
Do lado iraniano, o Ministério das Relações Exteriores classificou as ações americanas como uma “violação flagrante do Memorando de Entendimento”. Em nota, o governo afirmou: “As poderosas forças armadas da República Islâmica do Irã, como já demonstraram repetidamente, não hesitarão em defender a integridade territorial, a soberania nacional e a segurança nacional do Irã contra a agressão militar americana”.
O impacto imediato foi sentido no mercado de energia. Os preços do petróleo registraram forte alta, com o Brent subindo mais de 5%, sendo negociado próximo de US$ 78 por barril, enquanto o WTI também avançou significativamente.
O aumento das tensões no Oriente Médio reacende preocupações sobre inflação global e instabilidade nos mercados financeiros, refletindo diretamente no apetite por ativos alternativos, como criptomoedas, que tendem a reagir a cenários de incerteza econômica.

