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SBI Holdings acelera compras bilionárias de criptomoedas no Japão

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SBI Holdings acelera compras bilionárias de criptomoedas no Japão
Fonte: Fundo: Steve A Johnson (pexels) · Montagem PortalCripto — SBI Holdings acelera compras bilionárias de criptomoedas no Japão
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O conglomerado financeiro japonês SBI Holdings intensificou de forma incomum seu ritmo de aportes no setor de criptomoedas. Nas últimas semanas, o grupo foi o único investidor nas rodadas Série C da Gauntlet, de US$ 125 milhões, e da EDX Markets, de US$ 76 milhões.

A lista de movimentos é longa. Houve o acordo para comprar a exchange japonesa Bitbank por cerca de US$ 289 milhões, a participação majoritária na cingapurense Coinhako e aportes em Digital Asset, Morpho e na pré-venda de tokens da Circle voltada à blockchain Arc. O grupo também lançou a JPYSC, primeira stablecoin em iene lastreada por um banco fiduciário do país.

Presente no setor desde 2016, a SBI parece agora perseguir algo mais amplo do que exposição a preços. A tese é construir trilhos financeiros.

"No SBI Group, estamos impulsionando a transformação on-chain de todo o grupo e expandindo nossos negócios de ativos digitais, enquanto nos esforçamos para alcançar nosso próximo estágio de crescimento", disse um porta-voz da companhia, que descreve a chegada da economia de tokens como iminente.

Para Joseph Goh, chefe da região Ásia-Pacífico da consultoria Areta, a ambição não tem paralelo regional. "O SBI está fazendo algo que nenhum outro grupo financeiro na Ásia tentou: construir uma franquia de ativos digitais de ponta a ponta, abrangendo emissão, liquidação, infraestrutura de mercado, gestão de ativos e distribuição no varejo, e fazendo isso além das fronteiras, em vez de apenas no mercado interno", afirmou.

O timing tem explicação regulatória. O Japão avança com um projeto que classifica criptomoedas como instrumentos financeiros, abre caminho para ETFs e prevê corte do imposto máximo sobre ganhos de capital de 55% para 20% a partir de 2028.

Executivos ouvidos sobre o tema lembram ainda que períodos de mercado fraco costumam oferecer avaliações mais baixas e menos disputa por bons ativos. "A execução é o verdadeiro teste", ponderou Goh, apontando que integrar corretoras reguladas como Bitbank e Coinhako reduz parte do risco, embora os retornos dependam do ritmo da adoção institucional.

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