- S&P 500 hoje sobe com queda do petróleo
- Petróleo recua com possível cessar-fogo no Oriente Médio
- Mercado reage a dados de emprego e inflação EUA
O mercado de ações hoje iniciou a semana em alta, com investidores reagindo à queda dos preços do petróleo e a sinais de possível alívio nas tensões no Oriente Médio. O movimento trouxe um tom mais positivo para os principais índices dos Estados Unidos, que voltaram a ganhar força após perdas recentes.
O S&P 500 hoje avançou para 6.592,56 pontos, com alta de +0,15%, enquanto o Dow 30 subiu para 46.572,64 pontos, também com ganho de +0,15%. Já o Nasdaq registrou valorização de +0,26%, alcançando 21.936,87 pontos, refletindo o desempenho mais forte das ações de tecnologia.
Entre os índices de menor capitalização, o Russell 2000 avançou +0,22%, sendo negociado a 2.535,56 pontos. Ao mesmo tempo, o índice de volatilidade VIX subiu +1,09%, chegando a 24,13 pontos, indicando que o mercado ainda mantém certo nível de cautela diante do cenário global.
No mercado de commodities, o ouro operava em alta de +0,25%, cotado a US$ 4.691,60, enquanto os investidores continuam atentos aos desdobramentos geopolíticos. Já o Bitcoin hoje mostrou força, sendo negociado a US$ 69.715,81, com avanço de +3,26%, acompanhando o apetite por ativos alternativos.
O cenário recente vinha sendo pressionado por declarações do atual presidente dos EUA, Donald Trump, que havia elevado o tom contra o Irã. As ameaças de novos ataques aumentaram a aversão ao risco, impactando diretamente os mercados globais nos dias anteriores.
Apesar disso, novas informações sobre negociações diplomáticas ajudaram a melhorar o sentimento dos investidores. Um possível acordo intermediado por atores internacionais reacendeu as expectativas de uma trégua temporária, incluindo discussões sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o fluxo global de petróleo.
Esse contexto contribuiu para a queda dos preços da commodity. O petróleo Brent passou a operar próximo de US$ 108 por barril, enquanto o WTI recuou cerca de 0,5%, ficando na região de US$ 111. A retração nos preços trouxe alívio para preocupações inflacionárias, um dos principais fatores monitorados pelo mercado.
Outro ponto relevante foi a reação tardia ao relatório de empregos dos Estados Unidos, divulgado após o feriado. O dado mostrou a criação de 178 mil vagas em março, com a taxa de desemprego recuando para 4,3%, reforçando a resiliência da economia americana.
Agora, as atenções se voltam para os próximos indicadores de inflação, previstos para os próximos dias, além dos resultados corporativos que começam a ganhar destaque. O desempenho dessas variáveis deve influenciar diretamente o comportamento dos mercados ao longo da semana.












