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Kweather da Coreia do Sul aposta na Flare para dados climáticos

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Kweather da Coreia do Sul aposta na Flare para dados climáticos
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A Flare firmou uma parceria com a sul-coreana Kweather, uma das maiores plataformas de big data meteorológico da Coreia do Sul, para levar dados climáticos à blockchain e impulsionar o desenvolvimento de soluções voltadas ao financiamento climático. A iniciativa foi formalizada por meio de uma carta de intenções assinada entre as empresas.

O acordo prevê que informações meteorológicas produzidas pela Kweather, como temperatura, índices de precipitação e outras variáveis ambientais, sejam disponibilizadas por meio do Time Series Oracle da Flare. A tecnologia permitirá que esses dados sejam registrados na blockchain com mecanismos de verificação que garantem autenticidade, integridade e disponibilidade para aplicações financeiras.

Segundo a Flare, sua infraestrutura de camada 1 validará os dados antes de registrá-los na rede, tornando as informações imutáveis e aptas para serviços baseados em blockchain que dependem de dados do mundo real. O objetivo é oferecer uma base confiável para contratos inteligentes e produtos financeiros automatizados.

Entre as primeiras aplicações analisadas estão os seguros climáticos paramétricos. Nesse modelo, as indenizações podem ser liberadas automaticamente quando determinados indicadores ambientais previamente definidos forem atingidos, dispensando processos tradicionais de análise de sinistros e acelerando os pagamentos.

“A Kweather é a parceira perfeita, alinhada ao ecossistema blockchain centrado em dados da Flare. Avançaremos rapidamente com nossa implementação técnica para demonstrar a viabilidade do mercado de financiamento climático”, comentou Hugo Philion, cofundador da Flare, sobre a parceria.

Além dos seguros, as empresas estudam desenvolver derivativos climáticos destinados à gestão de riscos em setores que dependem das condições meteorológicas, como agricultura, energia, logística e transporte. Esses instrumentos poderão utilizar dados registrados na blockchain para criar contratos mais transparentes e automatizados.

“Ao integrar dados meteorológicos com a infraestrutura blockchain, estamos transformando métricas climáticas em dados on-chain altamente confiáveis”, afirmou Dong-sik Kim, CEO da Kweather. “Ao introduzir proativamente produtos financeiros que gerenciam riscos climáticos, pretendemos expandir o mercado da indústria meteorológica e estabelecer um novo padrão global.”

Outro ponto previsto na colaboração é a criação de uma rede de infraestrutura física descentralizada (DePIN), conectando equipamentos de monitoramento meteorológico diretamente à blockchain da Flare. Os dados coletados por esses dispositivos poderão alimentar aplicações financeiras e sistemas automatizados em tempo real.

Os planos também incluem a tokenização da receita gerada por essa infraestrutura como ativos do mundo real (RWA). Em uma etapa futura, esses ativos poderão ser integrados ao ecossistema XRP por meio da tecnologia desenvolvida pela Flare, ampliando as possibilidades de uso da blockchain em produtos financeiros ligados ao clima e à economia digital.

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