O Exército dos Estados Unidos confirmou no sábado que dois militares em serviço na Jordânia morreram em combate na sexta-feira. As baixas ocorreram durante ataques de mísseis balísticos e drones iranianos contra posições americanas.
De acordo com o Comando Central (Centcom), um terceiro militar ainda está desaparecido em ação. O episódio elevou para 16 o total de baixas americanas em combate desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Trump ordena novos ataques
Em resposta, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou uma nova rodada de ataques aéreos a partir das 18h no horário do leste. A ofensiva teria como meta "reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz" e "punir as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada".
Questionado sobre o fim da trégua, Trump reagiu com indiferença: "Não me importo nem um pouco".
Irã abandona o acordo de paz
O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, anunciou que Teerã rompeu o memorando de entendimento firmado no mês anterior. A decisão veio após a sétima noite consecutiva de bombardeios americanos.
"Os Estados Unidos violaram e suspenderam todos os seus compromissos no âmbito do Memorando de Entendimento de Islamabad", afirmou. "Nós também suspendemos os nossos compromissos; não os estamos cumprindo e estamos ocupados defendendo o nosso país."
O líder iraniano Mojtaba Khamenei subiu o tom e prometeu retaliação. Segundo a emissora estatal, transmitida no X, a nação e a Frente de Resistência guardam "#lições_inesquecíveis reservadas" para os EUA. Ele ainda classificou a assinatura de Trump no acordo como "totalmente sem valor e desprovida de credibilidade".
Petróleo reage à escalada
No mercado, a instabilidade no Oriente Médio pressionou os preços do petróleo. Os contratos futuros do Brent para setembro subiram 4,6%, a US$ 88,10 o barril, enquanto o WTI americano, com vencimento em agosto, ganhou 4,5% e fechou a US$ 82,49.
Na semana, ambas as referências acumularam alta de cerca de 16%, o maior patamar desde meados de junho.

