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EUA avaliam sanções contra IA chinesa Kimi K3 por suspeita de roubo de tecnologia

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EUA avaliam sanções contra IA chinesa Kimi K3 por suspeita de roubo de tecnologia
Fonte: Zheng Yang/Unsplash — EUA avaliam sanções contra IA chinesa Kimi K3 por suspeita de roubo de tecnologia
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Os Estados Unidos podem ampliar a pressão sobre empresas chinesas de inteligência artificial ao avaliar a aplicação de sanções contra modelos de IA suspeitos de utilizar propriedade intelectual desenvolvida por companhias americanas. A sinalização foi feita pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, em meio ao avanço de modelos de código aberto criados na China, que vêm ganhando espaço e aumentando a concorrência com as principais empresas dos EUA.

Durante entrevista à Fox Business, Bessent afirmou que o governo americano pretende investigar se modelos chineses foram treinados com tecnologia obtida de forma irregular.

“Temos visto muita conversa sobre modelos de código aberto surgindo e ameaçando os grandes modelos de linguagem nos EUA”, disse Bessent. “Esta administração apoia modelos de código aberto, mas o que não apoiamos é o roubo de propriedade intelectual. Se virmos, especialmente, que modelos estrangeiros estão roubando de nossas grandes empresas, temos a capacidade de sancioná-los por esse roubo.”

A declaração acontece em um momento de rápida evolução da inteligência artificial chinesa. Um dos destaques é o Kimi K3, desenvolvido pela Moonshot AI, que ganhou notoriedade por seu desempenho e passou a competir diretamente com modelos de empresas como OpenAI e Anthropic.

Na segunda-feira, também surgiram informações de que o governo do atual presidente dos EUA, Donald Trump, avalia medidas mais rígidas contra modelos chineses de código aberto. Entre as possibilidades discutidas está uma restrição ampla ao acesso dessas tecnologias no mercado americano, embora o tema ainda gere divergências.

A possível adoção de sanções representa mais um passo na estratégia dos Estados Unidos para manter a liderança na corrida pela inteligência artificial. Nos últimos anos, Washington já restringiu o acesso da China a chips avançados, reforçou controles de exportação e intensificou ações para proteger tecnologias consideradas estratégicas.

Outro ponto que divide opiniões é a chamada destilação de modelos, técnica que permite transferir parte das capacidades de um sistema de IA maior para um modelo menor e mais eficiente. Enquanto algumas empresas consideram essa prática uma violação de propriedade intelectual, especialistas defendem que ela nem sempre configura roubo de tecnologia.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, criticou essa interpretação ao afirmar: "Embora a grande inovação que advém dos fornecedores de modelos terem direitos de uso justo para treinar modelos em dados públicos seja necessária, acho irônico que o status quo seja, em seguida, impor termos restritivos à destilação."

Ao mesmo tempo, disputas envolvendo direitos autorais continuam crescendo. Nesta semana, a Anthropic recebeu autorização para iniciar pagamentos a autores após um acordo de US$ 1,5 bilhão, decorrente de uma decisão judicial relacionada ao armazenamento de milhões de livros protegidos por direitos autorais para treinamento de seus sistemas de inteligência artificial.

Além das discussões sobre destilação, parte do setor avalia que o avanço da IA chinesa também é resultado de investimentos, pesquisa própria e do fortalecimento do ecossistema de código aberto, fatores que vêm reduzindo a distância tecnológica entre empresas chinesas e americanas.

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