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Conflito entre EUA e Irã eleva petróleo e ameaça rotas marítimas

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Conflito entre EUA e Irã eleva petróleo e ameaça rotas marítimas
Fonte: Beyzanur K./Pexels — Conflito entre EUA e Irã eleva petróleo e ameaça rotas marítimas
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Uma nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã voltou a elevar a tensão no Oriente Médio e reacendeu preocupações sobre o abastecimento global de petróleo. Na noite de segunda-feira, forças americanas realizaram uma nova rodada de ataques contra alvos iranianos, enquanto os houthis do Iêmen, grupo apoiado por Teerã, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, ampliando o risco de interrupções nas principais rotas marítimas da região.

O novo episódio acontece em um momento em que mediadores regionais tentam negociar um cessar-fogo de dez dias entre Washington e Teerã. A proposta busca reduzir as hostilidades e retomar o memorando de entendimento firmado anteriormente, embora analistas considerem que alcançar esse objetivo ainda será um desafio.

Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação militar teve início às 21h (horário do leste dos EUA). Em comunicado, o órgão informou: “As forças americanas atacaram centros de comando militar iranianos, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea para degradar a capacidade do Irã de continuar atacando embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.”

Apesar das ofensivas, o Centcom afirmou que o fluxo de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz permanece ativo. Desde o início de maio, cerca de 900 embarcações comerciais e aproximadamente 450 milhões de barris de petróleo bruto atravessaram a hidrovia com apoio das forças americanas.

Horas depois, o conflito ganhou novos desdobramentos. O Irã lançou um ataque contra um petroleiro que navegava pelo Estreito de Ormuz, obrigando a tripulação a abandonar a embarcação. A região é considerada uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo comercializado mundialmente.

Ao mesmo tempo, o Kuwait informou que ataques iranianos atingiram diversas usinas de geração de energia e dessalinização de água. De acordo com o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do país, os incêndios foram controlados e equipes seguem trabalhando na recuperação das instalações, fundamentais para o abastecimento de água potável da população.

Outro fator que aumentou a preocupação dos mercados foi o anúncio dos houthis de um embargo marítimo imediato contra a Arábia Saudita. O grupo acusou Riad de manter um “cerco agressivo” e afirmou que a medida representa uma resposta às ações militares sauditas.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita reagiu rapidamente, classificando a decisão como “uma violação flagrante do direito internacional” e prometendo responder ao bloqueio naval.

Os reflexos apareceram imediatamente no mercado de energia. O petróleo Brent, referência internacional, chegou a registrar forte volatilidade e era negociado em alta de 1,1%, cotado a US$ 90,20 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também avançava 1,1%, alcançando US$ 84,13.

Além do petróleo, investidores acompanharam os desdobramentos em diferentes mercados, incluindo o de criptomoedas, já que períodos de instabilidade geopolítica costumam influenciar o comportamento de ativos globais. Enquanto isso, operadores seguem atentos às negociações diplomáticas, que podem determinar os próximos passos da crise entre Estados Unidos e Irã.

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