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Código do MetaMask ficou exposto à empresa ligada à Coreia do Norte

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PortalCripto
Código do MetaMask ficou exposto à empresa ligada à Coreia do Norte
Fonte: Ray Hennessy/Unsplash — Código do MetaMask ficou exposto à empresa ligada à Coreia do Norte
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O código-fonte da carteira MetaMask ficou acessível por cerca de um mês a um contratado vinculado a uma empresa terceirizada que, posteriormente, foi associada à Coreia do Norte. O caso ocorreu entre 9 de março e abril, período em que o profissional trabalhou em repositórios da Consensys antes de ter seu acesso interrompido pela empresa.

Segundo a Consensys, a investigação interna concluiu que não houve roubo de ativos, vazamento de dados de usuários, inserção de código malicioso ou qualquer impacto na segurança das carteiras. Após identificar a situação, a companhia revogou imediatamente as permissões do contratado, iniciou uma apuração completa e comunicou o caso às autoridades.

O diretor jurídico da empresa, Matt Corva, afirmou que a ameaça foi detectada rapidamente e que o relacionamento com o fornecedor terceirizado era considerado confiável até então. Depois do incidente, a Consensys passou a ampliar seus controles para que parceiros externos sigam os mesmos padrões de segurança exigidos de funcionários internos.

Durante a investigação, um comunicado interno determinou a suspensão temporária dos lançamentos de produtos e orientou os colaboradores a não manterem contato com o contratado enquanto a análise estivesse em andamento.

Embora o episódio não tenha comprometido contas ou fundos dos usuários do MetaMask, ele revelou uma lacuna nos processos de gestão de terceiros. A empresa destacou que cada contratado deve possuir controles individuais de segurança, incluindo permissões limitadas aos repositórios e mecanismos próprios de autenticação.

As recomendações de segurança da MetaMask também alertam que agentes mal-intencionados podem utilizar identidades falsas e documentos adulterados para conseguir vagas remotas. Entre as medidas sugeridas estão validação rigorosa de documentos, múltiplas entrevistas, autenticação por hardware, verificação de localização e endereço IP, checagem de referências profissionais e limitação de acesso aos sistemas mais sensíveis.

Autoridades norte-americanas também têm alertado empresas sobre trabalhadores de TI ligados à Coreia do Norte que buscam acesso a redes corporativas para copiar repositórios de código. As orientações incluem auditorias frequentes em fornecedores, aplicação do princípio do menor privilégio, monitoramento de conexões remotas incomuns e revisão independente de toda alteração destinada à produção.

Após a integração de novos colaboradores, especialistas apontam que o controle contínuo das permissões se torna essencial. O rastreamento das atividades nos repositórios, a revogação imediata de acessos desnecessários e a revisão obrigatória das alterações são medidas consideradas fundamentais para reduzir riscos operacionais em projetos ligados às criptomoedas e às carteiras digitais.

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