O mercado de criptomoedas entrou em um movimento de realização de lucros nesta terça-feira após o Bitcoin (BTC) atingir sua maior cotação em mais de um mês. Depois de alcançar a região de US$ 67.000, a principal criptomoeda perdeu força e recuou para a faixa de US$ 65.500, levando diversas altcoins a acompanharem o movimento de baixa.
Mesmo com a correção, o Bitcoin continua acumulando uma forte recuperação desde o início de julho. A criptomoeda soma uma valorização superior a US$ 9.000 em relação à mínima registrada em 1º de julho, quando chegou a ser negociada abaixo de US$ 58.000.
O impulso mais recente começou na semana passada, após a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos abaixo das expectativas do mercado. O cenário reforçou as apostas de que o Federal Reserve poderá adotar uma postura monetária mais favorável nos próximos meses, beneficiando ativos considerados de maior risco, como as criptomoedas.
Após saltar para aproximadamente US$ 65.600, o BTC enfrentou uma correção até a região de US$ 62.500 na sexta-feira. No entanto, compradores voltaram ao mercado e impediram uma queda mais profunda. Durante o fim de semana, a moeda permaneceu próxima dos US$ 64.000, avançou para cerca de US$ 65.000 no domingo e voltou a oscilar na segunda-feira, chegando a US$ 63.750 antes de recuperar rapidamente o terreno perdido.
A pressão compradora ganhou intensidade nas horas seguintes, levando o Bitcoin novamente aos US$ 65.600 e, posteriormente, à marca de US$ 67.000, registrada na Binance. O patamar representou a maior cotação do ativo em pouco mais de um mês, mas também funcionou como uma forte resistência técnica, provocando uma nova realização de lucros.
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No momento, a capitalização de mercado do Bitcoin permanece próxima de US$ 1,32 trilhão, enquanto sua participação no mercado global de criptomoedas segue acima de 57%, indicando que a dominância da moeda continua elevada mesmo durante a correção.
Altcoins recuam, enquanto DeXe sofre colapso
Entre as principais criptomoedas, o destaque negativo ficou para o token DEXE, que registrou uma queda próxima de 90% nas últimas 24 horas, passando a ser negociado em torno de US$ 4,50. Com o forte recuo, sua capitalização de mercado caiu para aproximadamente US$ 432 milhões, aproximando o projeto de deixar o grupo das 100 maiores criptomoedas.
Outros ativos relevantes também operaram em baixa. Hyperliquid (HYPE), NEAR Protocol (NEAR) e Zcash (ZEC) lideraram as perdas entre as maiores criptomoedas, acumulando desvalorizações de até 7%.
Ethereum (ETH), Solana (SOL), BNB, Dogecoin (DOGE) e Stellar (XLM) também acompanharam o movimento de correção, embora com quedas mais moderadas.
Na contramão do mercado, o token RAIN avançou mais de 6%, sendo negociado próximo de US$ 0,015, enquanto a ONDO voltou a superar a marca de US$ 0,40, figurando entre os poucos destaques positivos do dia.
Com o recuo do Bitcoin e da maior parte das altcoins, a capitalização total do mercado de criptomoedas encolheu cerca de US$ 40 bilhões em relação ao pico registrado no dia anterior, ficando próxima de US$ 2,3 trilhões, refletindo um movimento de realização após a forte recuperação observada nas últimas semanas.

