As ações das gigantes chinesas Alibaba e Baidu registraram forte alta em Hong Kong nesta quinta-feira, impulsionadas por anúncios envolvendo uma parceria estratégica com a Apple no desenvolvimento e integração de soluções de inteligência artificial.
Os papéis da Alibaba avançaram cerca de 5% após a companhia confirmar que seu modelo de IA, o Qwen, será incorporado aos serviços da Apple voltados ao mercado chinês. A novidade também repercutiu positivamente nos Estados Unidos, onde as ações da empresa fecharam em leve alta no pregão anterior.
Segundo um porta-voz da empresa, “o Qwen será integrado às experiências de Inteligência Artificial da Apple no iOS, iPadOS, macOS e Vision OS para usuários na China”. A integração deve permitir maior fluidez no uso de recursos avançados, ampliando as funcionalidades disponíveis nos dispositivos da marca.
A mesma fonte acrescentou que a combinação entre Apple e Qwen permitirá acesso direto a capacidades como compreensão e geração de texto e imagem, sem a necessidade de alternar entre diferentes ferramentas, o que pode melhorar significativamente a experiência do usuário.
Já a Baidu também acompanhou o movimento positivo, com alta de aproximadamente 4% em suas ações listadas em Hong Kong. A empresa confirmou que está colaborando com a Apple no desenvolvimento de recursos de inteligência artificial voltados especificamente para iPhones no mercado chinês.
O desempenho da Baidu ocorre em paralelo a expectativas envolvendo sua divisão de chips de IA, a Kunlunxin. Relatos recentes indicam que a unidade avalia realizar uma oferta pública inicial em Hong Kong, com potencial de avaliação na casa dos US$ 50 bilhões.
No campo regulatório, a Administração do Ciberespaço da China incluiu recentemente o Apple Intelligence em uma lista de serviços aprovados para operação no país. A decisão também contempla outras soluções de IA embarcadas em smartphones, incluindo produtos da Huawei.
O avanço dessas parcerias acontece em um contexto de crescente disputa tecnológica entre China e Estados Unidos, especialmente no segmento de inteligência artificial. De um lado, os EUA buscam limitar o acesso chinês a tecnologias críticas, enquanto Pequim adota medidas para reduzir a influência externa em seu setor de tecnologia.

