A expansão da Aave para a blockchain Monad começou em ritmo acelerado. Apenas dois dias após a estreia do protocolo na rede, o mercado de empréstimos ultrapassou a marca de US$ 100 milhões em depósitos, evidenciando a forte demanda dos usuários pela nova integração.
O resultado representa um avanço importante para a estratégia multichain da Aave e reforça o interesse do mercado por soluções DeFi em blockchains de alto desempenho. A plataforma levou à Monad, pela primeira vez, seus serviços de empréstimos, tomada de empréstimos e a stablecoin GHO.
O lançamento ocorreu na quinta-feira com suporte inicial para 12 ativos, incluindo USDT0, USDC, GHO, WETH e cbBTC da Coinbase. A procura foi imediata. Nas primeiras 24 horas, o protocolo já havia recebido mais de US$ 75 milhões em depósitos. No sábado, esse volume ultrapassou os US$ 100 milhões.
Os números também chamam atenção quando comparados ao tamanho do ecossistema da Monad. Em uma avaliação realizada em junho, a rede possuía aproximadamente US$ 359,5 milhões em valor total bloqueado (TVL). Com isso, a Aave concentrou, em apenas dois dias, um volume equivalente a mais de um quarto de toda a liquidez existente na blockchain naquele levantamento.
Criada por ex-desenvolvedores da Jump Trading, a Monad é uma blockchain de camada 1 compatível com a Ethereum Virtual Machine (EVM). A infraestrutura foi projetada para processar até 10 mil transações por segundo, com tempo de finalização de aproximadamente 800 milissegundos, oferecendo uma alternativa voltada para aplicações descentralizadas que exigem maior capacidade de processamento.
Parte da rápida expansão do novo mercado também é explicada pelos incentivos financeiros previstos para a integração. A Monad Foundation reservou US$ 15 milhões para programas de incentivo ao longo dos primeiros 12 meses de operação. Além disso, comprometeu-se a adquirir e manter 10 milhões de GHO por um período superior a seis meses.
A Aave DAO também participa da iniciativa ao destinar outros 500 mil GHO para estimular a adoção da stablecoin dentro da rede, fortalecendo a liquidez disponível desde os primeiros dias de funcionamento.
Mesmo com o desempenho expressivo, a implementação foi acompanhada por parâmetros iniciais considerados conservadores. A análise levou em conta que a Monad possui um histórico operacional relativamente recente e que grande parte da liquidez da rede permanece concentrada em protocolos consolidados, como Uniswap, Curve e Morpho.
Outro detalhe importante é que a blockchain recebeu a Aave V3.7, enquanto a versão mais recente do protocolo, a Aave V4, continua sendo implementada de forma gradual. A eventual migração ficará a critério da Fundação Monad, conforme estabelece a proposta de governança.
Enquanto amplia sua presença em novas redes, a Aave também registra crescimento na versão mais recente do protocolo. A Aave V4 ultrapassou US$ 250 milhões em depósitos, consolidando a adoção da nova arquitetura.
Comentando o resultado, o fundador e CEO da Aave Labs, Stani Kulechov, afirmou: "Este é um marco notável para a Aave. Mal posso esperar para ver a Aave crescer rumo a [US$ 1 bilhão] com mais empréstimos lastreados em criptomoedas e expandindo para empréstimos lastreados em títulos."
Em outro comunicado sobre a integração da Monad, Kulechov declarou que "a próxima geração de aplicações blockchain depende de execução rápida e liquidez profunda e confiável".
Já Keone Hon, cofundador e gerente-geral da Monad Foundation, destacou que a chegada da Aave leva um dos principais protocolos de empréstimos do setor para uma blockchain desenvolvida com foco em maior velocidade de processamento e eficiência operacional.
A expansão da Aave na Monad ainda deve ganhar novos capítulos. A próxima etapa prevista inclui a integração dos ativos PT da Pendle e do token de staking líquido shMON, ampliando as opções disponíveis para usuários e desenvolvedores dentro do ecossistema DeFi da rede.

