- SpaceX pode alcançar US$ 3,4 trilhões em receita.
- IPO da SpaceX busca captar US$ 75 bilhões.
- IA e Starlink sustentam projeções de crescimento.
A SpaceX entrou no radar dos mercados globais após projeções divulgadas pelo Morgan Stanley indicarem que a companhia poderá alcançar US$ 3,4 trilhões em receita anual até 2040. A estimativa foi apresentada a investidores durante o roadshow do aguardado IPO da empresa, que pretende estrear na Nasdaq sob o ticker SPCX.
Os números chamam atenção pela magnitude. Em 2025, a SpaceX registrou receita de aproximadamente US$ 18,7 bilhões. Para atingir a marca projetada para 2040, a empresa precisaria multiplicar seu faturamento em cerca de 180 vezes ao longo de 15 anos.
O Morgan Stanley, que atua entre os principais coordenadores da oferta pública inicial, trabalha com uma avaliação de mercado próxima de US$ 1,77 trilhão. A operação busca levantar aproximadamente US$ 75 bilhões junto aos investidores, podendo se tornar uma das maiores ofertas públicas já realizadas.
Entre os detalhes divulgados durante a apresentação está a restrição à participação de investidores da China e de Hong Kong na oferta. A medida ocorre em meio ao aumento das preocupações geopolíticas envolvendo tecnologias espaciais e comunicações via satélite.
A tese de crescimento apresentada pelo banco está baseada em três áreas principais. A primeira delas é a Starlink, que atualmente opera a maior rede de internet por satélite do planeta. A segunda é a Starship, sistema de foguetes totalmente reutilizável desenvolvido para missões de grande porte e futuras operações comerciais no espaço.
O terceiro pilar envolve inteligência artificial. Segundo as projeções do Morgan Stanley, apenas as atividades ligadas à IA poderão gerar cerca de US$ 190 bilhões em receita anual até 2030. Caso esse número seja alcançado, representará um volume superior a dez vezes a receita total reportada pela companhia em 2025.
As estimativas também apontam para um EBITDA ajustado superior a US$ 2,7 trilhões em 2040. Isso implicaria margens próximas de 79%, um patamar normalmente associado a empresas de software e serviços digitais, mas incomum para negócios ligados à fabricação e lançamento de foguetes.
Os cálculos sugerem ainda uma taxa média de crescimento anual composta próxima de 42% durante os próximos 15 anos. Para efeito de comparação, empresas de tecnologia que passaram por longos ciclos de expansão registraram ritmos menores em seus períodos mais acelerados.
Com a aproximação do IPO da SpaceX, investidores acompanham de perto a capacidade da companhia de transformar projetos como Starlink, Starship e inteligência artificial em novas fontes de receita capazes de justificar as projeções apresentadas ao mercado.












