- Lei contra golpes com criptomoedas no Camboja
- Fraudes online e lavagem de dinheiro com criptos
- Combate a crimes cibernéticos e dados pessoais
O parlamento do Camboja aprovou por unanimidade uma nova legislação voltada ao combate de golpes online, marcando um passo relevante no enfrentamento de crimes digitais no Sudeste Asiático. A chamada Lei de Combate à Fraude Tecnológica foi aprovada com o apoio dos 112 parlamentares presentes, refletindo a crescente preocupação com esquemas fraudulentos envolvendo criptomoedas e dados pessoais.
A nova lei estabelece cinco categorias de crimes, incluindo operações de golpes online, recrutamento e treinamento de fraudadores, coleta indevida de dados, crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro especializada. O objetivo é conter o avanço de organizações estruturadas que utilizam a internet para aplicar fraudes, muitas vezes com foco em investimentos em criptomoedas.
Nos últimos anos, a região do Sudeste Asiático se tornou um dos principais polos desse tipo de atividade. Investigações apontam que muitos desses esquemas operam em complexos controlados por redes criminosas, onde vítimas de tráfico humano são forçadas a participar de golpes, incluindo fraudes românticas e falsas oportunidades de investimento em criptos.
A aprovação da legislação também chama atenção por ocorrer após anos de críticas à postura do governo cambojano, que teria minimizado a existência dessas operações. A nova medida sinaliza uma mudança na abordagem, especialmente diante da pressão internacional e de sanções recentes aplicadas por países como o Reino Unido contra operadores ligados a esses esquemas.
As punições previstas incluem penas de prisão entre dois e cinco anos e multas que podem chegar a US$ 125 mil. Em casos mais graves, como liderança de redes criminosas, as penalidades podem atingir até dez anos de prisão e multas superiores a US$ 250 mil. Situações envolvendo violência ou tráfico humano podem elevar a pena para até 20 anos.
O crescimento desse tipo de crime acompanha a expansão do uso de criptomoedas. Relatórios recentes indicam aumento nos chamados golpes românticos, que utilizam ativos digitais para movimentação de recursos. Autoridades e empresas do setor têm intensificado a cooperação para rastrear e bloquear fundos ilícitos, reforçando o papel da tecnologia no combate às fraudes digitais.














