- Monzo sai dos EUA e foca no Reino Unido
- Banco digital prioriza lucro e crescimento europeu
- Concorrência cresce nos EUA com Revolut e Wise
O banco digital britânico Monzo decidiu encerrar suas operações nos Estados Unidos, optando por concentrar esforços no Reino Unido e na expansão pela Europa. A decisão marca uma mudança estratégica importante sob a liderança da nova CEO, Diana Layfield, em um momento de forte desempenho financeiro no mercado doméstico.
A instituição entrou nos EUA em 2020 com planos ambiciosos, incluindo a obtenção de uma licença bancária. No entanto, enfrentou obstáculos regulatórios e dificuldades para consolidar presença no país. Em 2021, o projeto já havia sido reduzido após preocupações levantadas por reguladores, impactando inclusive sua avaliação.
Mesmo com rumores no final de 2025 sobre uma possível nova tentativa de expansão, o banco optou por abandonar definitivamente o mercado americano. As contas de clientes nos EUA serão encerradas até junho de 2026, e cerca de 50 funcionários serão desligados como parte do processo.
A decisão está diretamente ligada ao forte crescimento no Reino Unido. No ano fiscal encerrado em março de 2025, o Monzo registrou receita de 1,2 bilhão de libras. O lucro ajustado antes de impostos chegou a £113,9 milhões, oito vezes maior que no período anterior.
O banco também ampliou significativamente sua base de clientes, adicionando cerca de 2,4 milhões de contas, o que representa um crescimento de 25%. Os depósitos aumentaram 48%, reforçando sua capacidade de financiar operações de crédito.
Com esse cenário, a manutenção de investimentos nos EUA passou a ser vista como menos atrativa. A empresa também está avançando na Europa continental, após obter autorização do Banco Central Europeu no final de 2025.
Enquanto isso, concorrentes seguem investindo no mercado americano. Empresas como Wise, Revolut e Nu Holdings ampliam suas operações no país. A Revolut, por exemplo, voltou a solicitar uma licença bancária nacional e planeja investir cerca de US$ 500 milhões para expandir sua presença.
O movimento reforça a tendência de bancos digitais ajustarem estratégias conforme retorno financeiro e ambiente regulatório, priorizando regiões onde já possuem vantagem competitiva e crescimento consistente.












